quinta-feira, 21 de junho de 2007

No final , sempre tem gente pior que a gente

E o La Salle reclamava de nós .

Professora queimada: alunos riram de mim

Humilhação e impotência. Assim a professora Iramar Araújo Sachetini, 56 anos, resumiu, nesta quinta-feira, o que sentiu depois que um de seus alunos, de 14 anos de idade, colocou fogo em seus cabelos quando lecionava na sala de aula da Escola Estadual Darcy Pacheco, em São José do Rio Preto, a 440 km de São Paulo. Para ela, esse foi o pior momento nos seus 23 anos de magistério.

"Em 23 anos de magistério, nunca passei por uma situação dessas, nem mesmo com alunos do Ensino Médio noturno", afirmou Iramar. "Senti-me impotente e humilhada, fiquei com cara de boba quando vi toda classe rindo de mim com meus cabelos pegando fogo", completou.

O caso aconteceu na manhã de terça-feira. O aluno demorou a retornar para a sala depois do intervalo. Quando entrou, a professora explicava a matéria de Ciências; ele passou por trás dela e acendeu um isqueiro. Por sorte, duas alunas que estavam próximas correram para socorrê-la. ( O nome dele não é Nilo ? )

Passado o susto e com os cabelos mais curtos - cortados para retirar a parte queimada -, Iramar diz que pensou em abandonar a carreira, pensamento que se transformou em pedido dos familiares. "Mas agora, mais calma, optei por tirar uma licença para retornar às aulas depois das férias", conta.

Apesar de a Secretaria de Estado de Educação anunciar que o aluno não será punido, o garoto não comparece às aulas há dois dias. O pai do menino pretendia transferi-lo de escola ainda nesta semana, mas na noite de hoje foi convencido por membros do Conselho de Convivência e Normas da escola a esperar o filho terminar o semestre antes da transferência.

A expectativa dele, segundo a assessoria, é de que o filho volte às aulas a partir de amanhã.

A Secretaria de Educação informou que o garoto não pode ser punido porque seu gesto "não foi grave" e que a direção da escola já tomou as providências previstas, ao se reunir com os pais do menino. De acordo com a secretaria, o procedimento é convocar os pais para conversar sobre o comportamento da criança em sala de aula.

Iramar defendeu a punição do garoto, apesar de não considerá-lo indisciplinado. "Ele deve ser punido para aprender, senão vai continuar errando. Ele precisa saber que extrapolou e para entender isso precisa sofrer alguma punição" ( pensamento pequeno baseado em senso comum é foda ) , defende a professora. Para ela, "o fim da punição dos alunos só ajudou a escola a viver situações de maior violência".

O caso está sendo apurado pelo Juizado da Infância e da Juventude, que vai ouvir os pais do menino e a professora. Será a instância responsável por esclarecer se o estudante, que se diz inocente, está mentindo ou não.

Os representantes do conselho também esperam resolver um outro problema. A aluna que testemunhou contra o estudante também deixou de comparecer às aulas temendo ser agredida pelos amigos do garoto. A expectativa é de que ela volte normalmente às aulas a partir desta sexta-feira.


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Saudade do La Salle e das redações como punição .
E depois reclamavam que alunos não tinham interesse em escrever e produzir ...


Rato .

Um comentário:

Balão Ramone disse...

Esse estudante é totalmente Joselito. Ele deve ser transferido imediatamente para a Escola Estadual José Mojica Marins!!